Na distribuição
da rede hidrográfica volta a notar-se a maior
importância no norte do Continente relativamente
ao sul. As características da rede hidrográfica
estão ligadas à natureza das rochas,
acidentes tectónicos e tipos de clima das áreas
atravessadas. Os cursos de água, instalando-se
ao longo de zonas de fractura são um traço
muito marcante do modelado granítico, especialmente
no norte do Continente.
O regime dos rios reflecte
as variações da pluviosidade, quer no
seu total anual, quer nas suas variações
estacionais. Por isso, os rios que correm em Portugal
Continental têm um regime de enorme irregularidade.
Durante o Inverno, quando o País é atravessado
por ‘rosários de frentes’ que
provocam forte e, por vezes, prolongada precipitação,
os rios ‘sobem’, podendo ocorrer cheias
mais ou menos importantes. Um facto de capital
importância
para as pessoas e sua economia é o da subida
repentina das águas, que, em poucas horas,
podem elevar-se umas duas dezenas de metros nas
gargantas, causando
cheias catastróficas; embora com a expansão
das barragens este fenómeno se verifique
com menos frequência e em menor escala, ainda
subsiste.
No Verão, as precipitações escasseiam
e a evaporação aumenta: o caudal diminui
tanto mais quanto mais a sul se situam os rios, podendo
ficar reduzidos a uma sucessão de charcos.
Os rios que correm a Oeste, nomeadamente
a norte do Mondego, contrastam, pelos seus caudais
maiores e mais regulares ao longo do ano, com os rios
que circulam a leste e a sul, |