Os solos, ou resultam de alterações
químicas, físicas e biológicas
das formações geológicas, as
quais dependem, em grande parte, do tipo de clima
e do ritmo do tempo – dando os solos eluvionares,
em geral pouco espessos, pedregosos e de baixa produtividade
–, ou são o resultado da acumulação
de detritos transportados pelos cursos de água
– os aluviões ou solos aluvionares,
em geral mais profundos do que aqueles, mas que
só se encontram em áreas reduzidas
nos vales largos do norte e nuns largos quilómetros
quadrados nas bacias do Tejo-Sado.
Seja qual for a sua origem, os solos estão
sujeitos a vários tipos de erosão
que contribuem para aumentar a sua degradação
e o seu empobrecimento. Um estudo efectuado no início
do último decénio do século
passado, no Centro Experimental de Erosão
de Vale Formoso, perto de Mértola, em terrenos
xistosos e sob uma precipitação de
773,3mm verificada de Setembro (1989) a Janeiro
(1990) registou as seguintes perdas de solo, segundo
a ocupação de parcelas:
Com
restolho: 1,130t/ha
Com trigo (lavoura segundo as curvas de nível):
10,101t/ha
Com solo nu (lavoura perpendicular às curvas
de nível): 40,992t/ha
Com pastagem natural: 0,041t/ha
A destruição
da cobertura vegetal por incêndios é
outra causa acentuada de risco de degradação.