De entre os rios
de percurso exclusivamente português distinguem-se o Mondego
– o mais longo e temido pelas cheias periódicas a que
era sujeito antes da construção da meia dúzia
de barragens que dominaram o seu curso, utilizadas para produção
de energia e para irrigação – e o Sado, por ter
uma extensão navegável de cerca de 40% do seu percurso
e, na foz, o estuário atingir mais de quilómetro e meio
de largura.
Dos rios internacionais, o Minho é o único que limita
integralmente a fronteira, a Noroeste. No Lima, junto à aldeia
do Lindoso foi construída, ainda no princípio do século
XX, a primeira central hidroeléctrica do país. O Douro
tem a maior bacia hidrográfica da Península Ibérica,
um quarto da qual situada em Portugal, e um elevado potencial hidroeléctrico
que, só na parte portuguesa, com as oito barragens em funcionamento
pode atingir os 10 000GWh.
O Tejo é o mais longo rio peninsular e no seu percurso total
foram realizados numerosos empreendimentos hidroeléctricos,
dos quais em Portugal se destacam os de Belver, Cabril, Castelo de
Bode, Fratel, Montargil e Maranhão; nas suas margens tem sido
descoberto grande número de gravuras rupestres, muitas delas
submersas por algumas das albufeiras, como no Fratel.
O Guadiana ocupa a terceira posição na Península,
tanto pela extensão como pela área da sua bacia; tendo
um fraco perfil longitudinal, apresenta, contudo, uma série
de pequenos desníveis significativos entre Serpa e Mértola,
sendo o Pulo do Lobo o mais notável. No seu percurso, a barragem
do Alqueva, com capacidade utilizável de 3150 hm3, irá
proporcionar o “aproveitamento de um empreendimento de fins
múltiplos” (hidroeléctrico, rega, turismo ...)
e promover o desenvolvimento em duas dezenas de concelhos alentejanos.
