A informação
existente sobre cidades permite identificar alguns traços
gerais. As cidades de Lisboa e do Porto e as suas respetivas áreas
metropolitanas possuem, em relação a vários
indicadores, um comportamento diferenciado do das restantes
cidades. Esse facto é notório ao nível
do elevado número de alojamentos por edifícios
e da percentagem de grandes edifícios a par da elevada
percentagem de alojamentos ocupados por inquilinos.
Alojamentos por edifícios,
2001

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Em relação à idade dos edifícios,
constatamos a elevada percentagem das novas construções
de Norte a Sul do país, sendo o seu peso particularmente
expressivo nas áreas de maior densidade e dinamismo
demográfico – o Noroeste Atlântico. Inversamente,
os valores mais elevados de edifícios envelhecidos
e a necessitar de reparações, observam-se essencialmente
em Lisboa e no Porto, a par de outras cidades localizadas
nas respetivas áreas metropolitanas. Correspondem
estes casos a antigos núcleos urbanos periféricos
que atualmente já entraram em regressão demográfica
mantendo parques imobiliários já muito envelhecidos.
O peso da população estrangeira residente em
cada cidade revela um padrão de distribuição
particularmente interessante do qual se destaca a Faixa Litoral
Oeste Atlântica e, nesta em particular, algumas cidades
da Área Metropolitana de Lisboa, a par da rede de
cidades algarvias. As cidades do interior e de pequena dimensão
demográfica contêm um baixo número de
estrangeiros, visto possuírem diminuta oferta de emprego.
Esta distribuição não só releva
um facto recente da nossa realidade demográfica e
urbana – a imigração – como revela
as cidades onde existem maior número de oportunidades
de vida e de acolhimento, seja de cariz institucional ou
meramente informal de tipo familiar.
 
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