
Também na criação
de gado se verificam diferenças significativas, tanto
na dimensão das explorações como na
repartição dos efetivos das principais espécies.
A bovinicultura, por exemplo, apresenta uma maior expressão
nas regiões do Alentejo, de Entre-Douro-e-Minho e
dos Açores, que concentram, respetivamente, 28%,
23% e 17% do efetivo total. As explorações
têm dimensões muito variáveis, desde
as do Alentejo, do Ribatejo e Oeste e dos Açores
com uma média de 80, 34 e 24 animais por exploração,
até às explorações de dimensão
muito reduzida da Beira Litoral (6,4 animais) e sobretudo
da Madeira (apenas 2,2). Entre os dois últimos recenseamentos
(1989 e 1999) o número de explorações
com bovinos decresceu em todas as regiões bem como
o seu número, à exceção do
Alentejo e dos Açores onde o número de animais
aumentou.
O gado leiteiro concentra-se
em Entre-Douro-e-Minho, Beira Litoral e nos Açores
(3/4 do efetivo total) sendo a primeira região agrária
a principal região leiteira do Continente. É
aqui que se encontram as explorações com a
maior média de animais, embora mais de metade delas
tenham apenas 1 ou 2 cabeças.
A ovinicultura concentra-se maioritariamente no Alentejo,
(50% do total de animais) em apenas 15% das explorações;
estas reduziram-se quase de 30% entre 1989 e 1999, mas,
tal como no caso dos bovinos, o efetivo praticamente manteve-se.
Neste período, a dimensão média das
explorações aumentou em consequência
da redução das que tinham menos de 10 animais
e do aumento das de maior dimensão.
Os caprinos, apenas cerca de 1/5 dos ovinos, apresentam
uma maior dispersão da sua repartição,
sendo, contudo, mais numerosos na Beira Interior e no Alentejo,
onde vivem, respetivamente, 20% e 22% do total. A dimensão
média das explorações é bastante
inferior à dos ovinos (cerca de 1/4), predominando
claramente as explorações com menos de 10
cabeças. Os efetivos caprinos estão em franca
diminuição em todas as regiões do país:
entre 1989 e 1999, o número de explorações
diminuiu 42% e os animais 25%.
A criação de suínos ocorre por todo
o país, estando presente em mais de 70% das explorações,
ainda que a maior parte delas tenha apenas 1 ou 2 animais.
Basta lembrarmo-nos da tradicional matança do porco
que ocorre pelo menos uma vez por ano, e que tem constituído
uma parte substancial do consumo de carne de um grande número
de famílias portuguesas. A região do Ribatejo
e Oeste concentra 44% do efetivo, localizando-se aqui as
maiores suiniculturas do país. Entre 1989 e 1999,
o número de explorações com suínos
decresceu 44%, embora o número total de animais se
tivesse mantido; só no Alentejo e nas Regiões
Autónomas se verificou uma expansão da suinicultura.
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