Ao
longo dos tempos, um considerável número
de produtos nacionais foi conquistando uma significativa
reputação, mercê da sua reconhecida
qualidade, genuinidade e ‘tradicionalidade’
no modo de produção ou de fabrico, associadas
a uma determinada origem geográfica.
Produtos hortícolas, frutas frescas e secas, frutos
secos, azeitonas, azeites, queijos, vinhos e mel, carnes
e enchidos, são exemplos de ‘produtos tradicionais’
reconhecidos, aquém e além fronteiras, que
muito têm contribuído para o desenvolvimento
e valorização do mundo rural, em particular
das áreas geográficas que lhe estão
associadas. Num tempo em que os mercados são abastecidos
com produtos de proveniências cada vez mais longínquas
e de modo quase uniforme ao longo de todo o ano, a tipicidade,
a qualidade e o caráter distintivo dos produtos
tradicionais reconhecidos e certificados são cada
vez mais procurados por consumidores exigentes que, para
os obter, se predispõem a pagar, normalmente, preços
mais elevados. Mas, as vantagens da produção
e comercialização destes bens está
muito para além das características dos
produtos em si mesmos: respeito do património genético
e da biodiversidade dos ecossistemas, preservação
e melhoria das condições ambientais, aproveitamento
dos recursos existentes, criação de emprego,
melhoria das condições para a fixação
de população em áreas economicamente
menos favorecidas...