As transformações
mais acentuadas na estrutura produtiva, principalmente evidentes
desde a década
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de 90, referem-se a: declínio
do setor primário; regressão do peso da indústria
no cômputo geral das atividades económicas
e terciarização progressiva da economia.
Se no setor primário a redução da
representatividade é generalizada à Agricultura,
Silvicultura e Pescas, embora mais acentuada neste último
ramo, na indústria tem-se vindo a manter o peso significativo
de atividades pertencentes à fileira têxtil-calçado
e à fileira florestal, ainda que a posição
relativa nas exportações esteja em progressiva
regressão.
O processo de terciarização tem sido dinamizado
pelos setores da Comunicação, bancos, serviços
prestados às empresas e serviços comercializáveis,
donde se destaca o Turismo, único gerador de receitas
externas face a todos os outros, orientados para o mercado
interno.
No plano macroeconómico, os ganhos estão ainda
confinados às alterações de estrutura.
Assim, diversos indicadores macroeconómicos e caracterizadores
do mercado de trabalho, das contas externas ou da estrutura
empresarial evidenciam, de forma clara, o nosso posicionamento
na União Europeia (ue) com 15 ou com 25 países.
Com a acelerada abertura ao exterior, a capacidade competitiva
do país mantém-se fraca, evidenciando déficites
importantes de modernização em fatores como
o tipo de gestão, a valorização do
capital humano, a inovação tecnológica,
o marketing, entre outros.
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