O conceito de Desenvolvimento Humano tem vindo a ser abordado pelas
Nações Unidas desde 1990, tendo como premissa que “As
pessoas são a verdadeira riqueza das nações”.
Medir esse Desenvolvimento é o objetivo do Índice de
Desenvolvimento Humano, IDH, que foca três dimensões fundamentais:
viver uma vida longa e saudável, medida pela esperança
de vida à nascença, ser instruído, medida pela
taxa de alfabetização de adultos e pela taxa de escolarização
bruta combinada do primário, secundário e superior (com
ponderação de um terço), e ter um padrão
de vida digno, medida pelo PIB per capita.
O valor máximo que pode atingir o IDH é 1, considerando-se
diversos patamares abaixo desse valor: Desenvolvimento Humano Elevado,
de 0,800 a 1, onde encontramos, na escala mundial e em 2002, a Noruega
em 1º lugar e Portugal no 26º; Desenvolvimento Humano Médio,
de 0,500 a 0,800, onde se encontram entre outros o Brasil em 72º
lugar, Cabo Verde em 105º e S. Tomé e Príncipe em
123º; Desenvolvimento Humano Baixo, de 0,273 a 0,500, onde se encontram
Timor Leste em 158º lugar, a Guiné em 160º, Angola
em 166º e Moçambique em 171º.
Portugal tem registado um forte crescimento do IDH, desde 1970, bem
como dos Índices intermédios que o compõem, principalmente
nas décadas de 70 e 80. Relativamente ao último ano de
observação, 1999, é a Região de Lisboa e
Vale do Tejo que apresenta o valor mais elevado, (0,925) superior à
média nacional (0,905). As regiões com valores de IDH
mais baixos são o Alentejo (0,872) e a Região Autónoma
da Madeira (0,889), seguindo-se a Região Centro com 0,894, a
Região Norte com 0,899, o Algarve com 0,900, e os Açores
com 0,903.
De notar que ao nível das sub-regiões, a dicotomia entre
Litoral e Interior se mantém entre 1970 e 1999, apesar da evolução
dos valores de IDH entre essas datas. Por outro lado, o Litoral é
mais restrito em 1999 do que em 1970 e do que em 1991. A sub-região
com valor mais elevado de IDH, em 1999, é a Grande Lisboa, com
0,938, e a que apresenta valor mais baixo é o Baixo Alentejo,
0,862.