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Carlos Pereira da Silva
TEMPO DE TURISMO
O turismo balnear
A
procura turística em Portugal continental concentra-se
em duas regiões determinantes – Algarve e Lisboa.
Fora deste território, a ilha da Madeira tem no turismo
o principal suporte da sua economia, graças a uma
imagem de qualidade já consolidada, ao clima ameno
ao longo do ano e à excelência da sua qualidade
paisagística, onde importa destacar os valores naturais.
No seu conjunto, estas três áreas reúnem
mais de 2/3 da capacidade de alojamento nacional, com destaque
para a Madeira que, em 2002, registou a mais elevada taxa
de ocupação dos estabelecimentos hoteleiros
a nível nacional e um dos maiores valores em relação
à estadia média de turistas. O seu parque
hoteleiro destaca-se pela grande qualificação
e pelo correspondente volume de receitas que é capaz
de gerar, independentemente da sazonalidade.
A estes valores deve ainda
ser acrescentada a oferta dos parques de campismo, que concentram
grande
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Capacidade de alojamento dos estabelecimentos
hoteleiros, 2001 |
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parte dos seus quase 168 000 lugares disponíveis
na faixa litoral, reforçando a dependência
do turismo balnear. O turismo balnear, o mais antigo e ainda
o mais procurado dos nossos produtos turísticos,
aproveita uma extensa linha de costa onde estão registados
mais de 500 locais identificados como praias. Deste universo,
em 2004, foram consideradas como zonas balneares no Continente,
Açores e Madeira, 365 praias, 162 das quais distinguidas
com bandeiras azuis. Um reflexo da importância dada
a este recurso é o investimento que tem sido feito
ano após ano na sua qualificação e
que no imediato se traduz pela atribuição
deste galardão, que demonstra não só
uma exigência em termos de qualidade mas também
a atenção concedida a aspetos ligados à
educação ambiental. |
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Taxa de ocupação dos estabelecimentos hoteleiros, 2002
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A aposta no turismo balnear tem vindo a
modificar por completo a região do Algarve, que concentra
uma grande parte da oferta e procura turística do
nosso país e se mantém, até hoje, como
o principal destino estival para os portugueses e para os
turistas estrangeiros provenientes maioritariamente de vários
países europeus. Esta situação, que
foi responsável por um forte dinamismo económico
na região, teve como contrapartida problemas graves
de ordenamento territorial, fruto de uma construção
desenfreada, pouco planeada e que se traduziu numa grave
descaracterização da paisagem, com a evidente
perda de qualidade ambiental que, atualmente, também
é responsável pelo declínio do poder
de atração turística que esta região
começa a demonstrar, muito embora continue sendo
o principal destino turístico português, e
tenha mais de quatro dezenas de praias a hastear a bandeira
azul. |
 
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