Quando se fala de território, fala-se da terra
que é detida ou gerida por uma entidade, singular
ou coletiva, laica, religiosa ou militar. Se o território
é o nacional, fala-se de Governo, de Administração,
de Gestão ou de Governança, o termo que
mais recentemente entrou no discurso das políticas
com o significado mais abrangente. As formas que a Governança
tem seguido ao longo dos tempos históricos sobrepuseram-se
na mudança e moldaram a base dos sistemas governativos
que hoje temos nos diferentes níveis ou escalas.
Se as primeiras preocupações de Governo,
quando Portugal inicia o seu percurso enquanto país,
se centravam na definição e consolidação
dos limites, mais tarde fronteiras, depressa emergiram
outras, já de cariz administrativo que, a pouco
e pouco, evidenciaram a necessidade de definir subterritórios,
diferenciados uns de outros por razões de ordem
natural e/ou humana, e onde o exercício do poder
devia ser mais diretamente evidenciado, não só
por exigências de controlo de pessoas e terras,
mas também da economia local, fonte dos tributos
e impostos devidos por se ser governado.