Desde o Tratado de Roma,
foi garantida a livre circulação dos trabalhadores
europeus e dos capitais, com a liberdade de prestação
de serviços e o direito de estabelecimento profissional;
o Tratado de Maastricht manteve estes direitos dos cidadãos,
confirmados em Nice, com a Carta dos Direitos Fundamentais
da UE.
Dez anos após o Tratado de Maastricht, em 1 de Janeiro
de 2002, mais de 300 milhões de europeus começaram
a usar uma moeda única, que não só concorreu
para estreitar a união económica da Europa,
como deu aos cidadãos um sentimento de participação
numa entidade europeia comum. Mas, para que haja a sensação
de ‘ser europeu’ não se pode focar apenas
o tema ‘economia’: é indispensável
realçar o da ‘cultura’. Por isso, entre
as primeiras séries de Programas para a Europa foi
dada atenção aos Programas educacionais e culturais:
Erasmus, promovendo a mobilidade de estudantes entre
os países
comunitários; Comett, desenvolvendo a instrução
e a educação tecnológicas; Língua,
encorajando a aprendizagem de línguas estrangeiras;
Televisão Sem Fronteiras, para melhor acesso
aos programas televisivos produzidos na Europa; Cultura
2000 (2000/ 2004),
para encorajar a cooperação entre criadores
de programas, promotores e instituições culturais;
e Media (2000/2005), para suporte da indústria
audiovisual e encorajamento de distribuição
de filmes e programas europeus.
Programa Erasmus, 1987/88
a 2000/01
Assim se vai construindo a UE, que, ainda só com os
15 países aderentes até Maio de 2004, já abrangia
uma área do Círculo Polar Árctico ao
Mediterrâneo e do Atlântico ao Mar Egeu, ou seja,
aproximadamente 1/3 da superfície dos Estados Unidos
da América e uma população de 350 milhões
de habitantes (6% da população mundial), a
terceira maior do mundo, a seguir à China e à Índia.
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