ATLAS DE PORTUGAL

PORTUGAL NUM MUNDO DE RELAÇÃO

 

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Raquel Soeiro de Brito

PORTUGAL NA UNIÃO EUROPEIA
Prioridades sociais da UE

Não obstante a grande diversidade étnica e cultural da UE– uma das suas maiores riquezas – todos os Estados-membros estão comprometidos no respeito pelos direitos humanos, na construção e partilha da prosperidade e no exercício da sua influência coletiva e conjunta, na cena mundial.

 

Despesas com I & D, 2001

 

PIB em paridade de poder de compra (ppc)/habitante, 2001

PIB em paridade de poder de compra (ppc)/habitante, 2001

 

Uma prioridade na UE é o investimento na educação e na investigação científica, para reforço da sua competitividade e para dar aos europeus ‘as capacidades necessárias’ a uma vida melhor no século XXI; e como os jovens compreendem cada vez mais o valor da obtenção de melhores qualificações, o número de estudantes, principalmente no ensino superior, tem vindo a crescer; mesmo o grupo feminino, cujas possibilidades eram inferiores às dos homens, já os alcançou ou, mesmo, ultrapassou. Só o programa Erasmus, desde o seu início, em 1987, já contribuiu para a possibilidade de mais de um milhão de estudantes prosseguirem total ou parcialmente cursos em países europeus que não o seu.

 

Estudantes, exceto pré-primária, 2000

Estudantes, exceto pré-primária, 2000

 


O modelo social europeu assume diferentes formas consoante os países, mas todos eles desejam ‘sociedades justas e solidárias’; por isso foram instituídos os fundos estruturais com o fim de reduzir as diferenças de nível de vida entre as regiões, ajudando a desenvolver as economias das mais pobres e se “procura redistribuir a riqueza através de pagamentos na forma de benefícios sociais concebidos para reduzir a diferença entre ricos e pobres e proteger os membros vulneráveis da sociedade, como os doentes, os idosos e os desempregados”. Apesar destas medidas o nível de vida é ainda muito diferenciado de país para país, mesmo de região para região. O mesmo acontece com a taxa de desemprego, além disso também muito desigual entre homens e mulheres; em todo o caso, na Primavera de 2002 mais de 64% das ‘pessoas em idade de trabalhar’ tinham emprego e havia mais 1,7 milhões de empregos do que na primavera anterior. E para que a Europa possa ser ‘tão competitiva quanto possível’ com o resto do mundo, e apoiar os reformados de amanhã, necessita que a sua população trabalhadora aumente, o que se admite só ser possível favorecendo mais flexibilidade no mercado de trabalho, atraindo mais mulheres para ele, promovendo o trabalho a tempo parcial e atrasando a idade da reforma – quase tudo orientações nada fáceis de concretizar.


 

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