Não obstante a grande
diversidade étnica e cultural da UE– uma
das suas maiores riquezas – todos os Estados-membros
estão comprometidos no respeito pelos direitos humanos,
na construção e partilha da prosperidade
e no exercício da sua influência coletiva
e conjunta, na cena mundial.
Despesas
com I & D, 2001
PIB em paridade de poder
de compra (ppc)/habitante, 2001
Uma
prioridade na UE é o investimento na educação
e na investigação científica, para
reforço da sua competitividade e para dar aos europeus ‘as
capacidades necessárias’ a uma vida melhor
no século XXI; e como os jovens compreendem cada
vez mais o valor da obtenção de melhores
qualificações, o número de estudantes,
principalmente no ensino superior,
tem vindo a crescer; mesmo o grupo feminino, cujas possibilidades
eram inferiores às dos homens, já os alcançou
ou, mesmo, ultrapassou. Só o programa Erasmus, desde
o seu início, em 1987, já contribuiu para a
possibilidade de mais de um milhão de estudantes prosseguirem
total ou parcialmente cursos em países europeus que
não o seu.
Estudantes, exceto pré-primária,
2000

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O modelo social europeu assume diferentes formas consoante
os países, mas todos eles desejam ‘sociedades
justas e solidárias’; por isso foram instituídos
os fundos estruturais com o fim de reduzir as diferenças
de nível de vida entre as regiões, ajudando
a desenvolver as economias das mais pobres e se “procura
redistribuir a riqueza através de pagamentos na forma
de benefícios sociais concebidos para reduzir
a diferença
entre ricos e pobres e proteger os membros vulneráveis
da sociedade, como os doentes, os idosos e os desempregados”.
Apesar destas medidas o nível de vida é ainda
muito diferenciado de país para país, mesmo
de região para região. O mesmo acontece com
a taxa de desemprego, além disso também muito
desigual entre homens e mulheres; em todo o caso, na Primavera
de 2002 mais de 64% das ‘pessoas em idade de trabalhar’ tinham
emprego e havia mais 1,7 milhões de empregos do que
na primavera anterior. E para que a Europa possa ser ‘tão
competitiva quanto possível’ com o resto do
mundo, e apoiar os reformados de amanhã, necessita
que a sua população trabalhadora aumente, o
que se admite só ser possível favorecendo mais
flexibilidade no mercado de trabalho, atraindo mais mulheres
para ele, promovendo o trabalho a tempo parcial e atrasando
a idade da reforma – quase tudo orientações
nada fáceis de concretizar.
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