Portugal presidiu, no primeiro semestre
do ano 2000, aos destinos de uma ‘nova Europa’,
ainda em alargamento.
Em 23 e 24 de Março de esse ano realizou-se
a Cimeira de Lisboa que
fixou um objectivo estratégico para a UE a ser alcançado ao longo
desta década:a definição de uma estratégia de desenvolvimento
económico e social capaz de responder positivamente aos novos desafios
da globalização, da mudança tecnológica e das alterações
demográficas. Por outras palavras, fazer da UE “uma economia baseada
no conhecimento (...) capaz de um crescimento económico sustentável
com mais e melhores empregos e mais coesão social” sendo necessário
para tal “combinar a estratégia europeia com as políticas
nacionais”. |
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Estas orientações originaram uma longa agenda,
que veio a ser conhecida como a Estratégia de
Lisboa,
e a realização de Conselhos Europeus de
Primavera, “momento
anual de balanço e impulso adicional desta estratégia” nomeadamente
em relação às questões económicas
e sociais, o que lhes confere um papel muito importante de
coordenação, avaliação, análise
e calendarização. A Estratégia de Lisboa
foi a mais importante contribuição da presidência
portuguesa de 2000 para o futuro da UE.
O Conselho Europeu de Santa Maria da Feira, de 19
e 20 de Junho de 2000, realizou “um primeiro balanço
da execução da nova estratégia” adoptada
na Cimeira de Lisboa, três meses antes, mas o grande
teste terá de se ir fazendo ao longo do decénio.
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