O IGP, através da sua Divisão de Geodesia, é o organismo responsável pelos marégrafos de Cascais e de Lagos,
a funcionar desde 1882 e 1902, respetivamente.
Tais marégrafos são mecanismos analógicos que continuam a registar
o nível das águas do mar em períodos consecutivos de 7 dias, tendo sido possível, com os mesmos,
determinar e manter o Datum Altimétrico do território continental.
Em 2003, ao abrigo de um programa de modernização de equipamento, foram
instalados dois novos marégrafos acústicos, com capacidade de gestão remota,
via ADSL/GSM, permitindo-nos receber dados "no momento", não só relativos
ao nível do mar, mas também de outros parâmetros locais, pressão e temperatura
do ar e temperatura da água.
Os dados encontram-se livremente disponíveis em ftp://www.igeo.pt/Cascais/marégrafo
e ftp://www.igeo.pt/Lagos/marégrafo,
bem como em http://www.sleac.org,
http://www.vliz.be/gauges/station.php?code=casc
e http://www.vliz.be/gauges/station.php?code=lgos.
Nos casos da SLEAC e VLIZ, como contribuição do IGP para o
projeto europeu "Sea Levels along the European Atlantic Coastline
- SLEAC" e para o "IOC - Intergovernmental Oceanographic Commission
of UNESCO", respetivamente.
Apesar das novas instalações, os marégrafos analógicos serão mantidos
em funcionamento, não só por haver necessidade de sobreposição de trabalho
por um período alargado de tempo, mas também pelo valor que representam
em termos históricos e culturais. Trata-se de equipamentos quase únicos,
em perfeitas condições de funcionamento, que levaram, no caso de Cascais,
ao estabelecimento de um protocolo entre a Câmara Municipal e o Instituto
Geográfico Português, com vista à sua inclusão no roteiro turístico/cultural
da cidade. É possível efetuar visitas, desde que agendadas previamente
através da Câmara Municipal ou do IGP.
Dada a sua natureza, o edifício onde se encontra instalado este último,
junto à "Cidadela de Cascais", encontra-se classificado
pelo IPPAR, como imóvel de interesse público (Dec. 67/97 de
31/12).